Histórias

Rebekah Gregory vence o terror, renasce após Maratona de Boston e ajuda anjos a superar traumas

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Naquela época eu tentei usar: ‘Não querer lutar com um tênis’ como desculpa para não dar certo. Então, meu marido me lembrou que eu não precisava de um (tênis) mesmo.

No dia 15 de abril de 2013, Rebekah Gregory estava em pé na linha de chegada da Maratona de Boston e era apenas mais uma espectadora da tradicional corrida de rua nos Estados Unidos. Ela aguardava a chegada da mãe de seu noivo quando as bombas explodiram atingindo fortemente sua perna esquerda.

Rebekah é uma das 16 sobreviventes do atentado que tiveram membros amputados. Ao todo, foram três mortos e 264 feridos após as explosões das duas bombas. Ela e seu filho de cinco anos, Noah, foram levados para o hospital para tratamento. Felizmente, Noah ficou no hospital por apenas cinco dias, mas os ferimentos de Rebekah foram muito mais extensos. Depois de várias cirurgias reparadoras e inúmeras tentativas médicas, ela teve a perna amputada em novembro de 2014.

Em abril de 2015, dois anos depois do pior dia de sua vida, com uma prótese e, em lágrimas, Rebekah Gregory ajoelhou-se sobre a linha de chegada tornando-se um símbolo da vitória contra o terrorismo.

Na ocasião, as imagens da corredora ao lado de seu treinador foram compartilhadas nas redes sociais causando comoção entre os apaixonados por corrida de rua. Em entrevista para o site americano “EspnW’, Rebekah contou que foi logo após amputar sua perna que decidiu participar da maratona de Boston de 2015.”Eu decidi ali que correria a Maratona de Boston 2015 com minha nova perna protética. Comecei a trabalhar com o treinador Artis Thompson, que também é amputado abaixo do joelho”.

Foi então que Rebekah teve força e determinação para seguir em frente. Com sua prótese, a qual chama de Felícia, seguiu uma dura rotina de treinamentos e fortalecimento para encarar a maratona.

A maratona de Boston tem 42 km de extensão e, como Rebekah tinha passado por uma cirurgia recente, a recomendação dos médicos foi para que ela não completasse a prova em 2015. A sobrevivente do atentado não se importou e disse que seu desejo era de pelo menos participar de alguns quilômetros da maratona. Por isso, ela correu apenas as últimas 3,5 milhas da maratona, o que corresponde a aproximadamente 5 km.

Tocar os outros

Rebekah continua compartilhando sua história através de palestras e seu livro intitulado “Taking My Life Back”, que foi lançado em abril de 2017. A sobrevivente, através de sua história, tem sido capaz de alcançar pessoas em todo o país com sua mensagem de esperança e cura após o trauma.

Ao sofrer de transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), junto com o filho Noah, Rebekah decidiu que precisava ajudar as pessoas na recuperação de traumas.

Anjos de Rebeca

Em fevereiro de 2018, Rebekah e seu marido Chris fundaram Rebekah’s Angels para ajudar as crianças que enfrentam o TEPT. Desde o aumento da conscientização até a descoberta dos melhores terapeutas de TEPT e a concessão de tratamento para reduzir custos, Rebekah’s Angels trabalha para levar paz e cura às crianças que sofreram traumas.

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